Obà: A Rainha Guerreira do Amor e do Sacrifício
Domínio Principal
Símbolos Sagrados
Cores e Dia
Saudação
1. Introdução: O Princípio da Lealdade e do Sacrifício
Obà é a Orixá do amor que se sacrifica, da lealdade levada ao extremo e da força feminina que rivaliza com a masculina. Ela é uma das esposas de Xangô, e sua história é uma das mais dramáticas do panteão, ensinando sobre as consequências da inveja, da rivalidade e do amor não correspondido. Ela representa a força contida nas águas revoltas e nos rodamoinhos.
2. Mitos Fundamentais (Itan)
Seu mito mais conhecido narra sua rivalidade com Oxum pelo amor de Xangô. Oxum, astutamente, engana Obà, dizendo-lhe que o segredo para prender o amor de Xangô era cortar a própria orelha e servi-la na comida dele. Obà, em seu amor cego, faz exatamente isso. Quando Xangô descobre a orelha em seu prato, fica horrorizado e enojado, expulsando Obà de sua vida. Desolada, Obà chora tanto que suas lágrimas criam um rio, e ela se torna a Orixá das águas turbulentas, escondendo seu rosto e sua orelha cortada com um escudo.
3. Domínios e Símbolos
Seu domínio são as águas revoltas, os rios que se encontram com força, e os rodamoinhos. Seus símbolos são o escudo de cobre (para se defender e esconder sua ferida) e o Ofá (arco e flecha), pois ela também é uma caçadora habilidosa. Sua cor principal é o vermelho coral ou o marrom.
4. Arquétipo e Personalidade
As filhas de Obà são mulheres fortes, batalhadoras, objetivas e extremamente leais. São muito radicais em suas posições e têm dificuldade em perdoar. Dedicam-se de corpo e alma aos seus relacionamentos e à sua família, muitas vezes se sacrificando em excesso. Podem ser muito ciumentas e possessivas. Preferem a companhia de homens e não se dão bem em ambientes com muita presença feminina, devido à sua rivalidade arquetípica.
5. Sincretismo e Qualidades (Caminhos)
No Brasil, foi sincretizada com Santa Marta (pela sua força em domar o dragão) ou com Joana d’Arc (pela sua natureza guerreira). Obà não possui qualidades distintas. Sua história e energia são tão marcantes e específicas que ela é cultuada como uma divindade una, a rainha guerreira cujo poder nasce da dor e do sacrifício.